Notícias: Este é o novo fórum da ABP. Aproveite!

Mensagens Recentes

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Informações gerais / Re:Página do Encontro
« Última Mensagem: por José Roberto de Vasconcelos Costa Online 16 de Outubro de 2017, 17:20 »
Oi Carolina!

O pagamento também pode ser feito no dia da abertura do XXII Encontro, por ocasião do cadastramento.
Se quiser/precisar pagar antecipadamente, envie um e-mail com essa solicitação para contato@planetarios.org.br
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Informações gerais / Re:Página do Encontro
« Última Mensagem: por Carolina de Assis Costa Moreira Online 08 de Outubro de 2017, 20:26 »
 Legal! Mas estou tendo problemas com o paypal. Minha senha está em algum universo paralelo e a recuperação envolve uma mensagem de texto para o meu número de celular, que está morto (estou sem celular a alguns meses já). Há alguma forma alternativa de pagar?

Abraços,

Carolina.
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Informações gerais / Página do Encontro
« Última Mensagem: por José Roberto de Vasconcelos Costa Online 01 de Outubro de 2017, 12:48 »
Bem-vindos ao fórum de planetaristas da ABP!

Como já sabem, nosso próximo encontro anual será realizado no Espaço do Conhecimento UFMG entre os dias 2 e 5 de novembro de 2017 na cidade de Belo Horizonte.

Mais informações neste link: planetarios.org.br/encontros/xxii-encontro-da-abp

Lá vocês encontram o formulário de inscrições, programação, opções de hospedagem e a convocação dos associados para as Assembleias de nossa entidade.

Lembrando que o prazo para submeter trabalhos (comunicações orais ou painéis) termina no dia 15 desre mês.

Dúvidas ou mais informações? Postem aqui que a gente corre atrás!
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Sobre este Fórum / Bem-vindos
« Última Mensagem: por José Roberto de Vasconcelos Costa Online 01 de Outubro de 2017, 12:46 »
Bem-vindos ao NOVO fórum de planetaristas da ABP!

O propósito aqui é vocês postarem os temas que gostariam de discutir no fórum. Podemos abrir seções e categorias para organizar melhor a troca de ideias.

Este também é o espaço para suas dúvidas quanto a utilização de recursos deste novo fórum.
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Troca de experiências / Re:Mapas e proporções geográficas
« Última Mensagem: por Luiz Claudio Pereira da Silva Online 22 de Março de 2017, 19:34 »
Acredito que, como muitos outros, certos hábitos e vícios só podem ser mudados com o esforço e a dedicação. Na reunião da ABP realizada em Santo André, Calil argumentou com o Cherman que o público não aceitava ir ao planetário e assistir a um vídeo sobre assuntos de astronomia e astronáutica. Que o projetor planetário tem, obrigatoriamente, que ser utilizado e mostrar estrelas e planetas. Cherman retrucou que no Rio, muito tempo atrás também era assim, e que necessitou certeza do que estava fazendo e coragem para defender o que acreditava ser o correto. Enfrentar as críticas com convicção e persistência. Mas a resistência foi vencida. O Planetário não deixa de se-lo se o projetor planetário não é utilizado. Não é isso que define um planetário, mas apenas um de seus recursos. A astronomia e as demais ciências não param nele, mas vão além. Precisamos sair de um paradigma estagnado e que propaga, ainda que sem querer, ideologias errôneas e más interpretações. Temos que ter essa coragem sem medo do enfrentamento.
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Troca de experiências / Re:Mapas e proporções geográficas
« Última Mensagem: por José Roberto de Vasconcelos Costa Online 22 de Março de 2017, 17:42 »
Uma vez fiz uma sessão de planetário “ao vivo” (só foi exibida uma vez) em que mostrava a Terra com a extremidade sul da América do Sul apontando na direção do zênite da cúpula.

O planeta ia se aproximando lentamente, enquanto eu falava sobre a Terra (sem me referir em momento algum aos países). No final da apresentação, muitos falaram que havia um erro na sessão, que tinha sido muito boa EXCETO pelo fato da Terra ter sido exibida “de cabeça para baixo”!!

Foi de propósito, falei, para mostrar que no espaço não existe em cima e embaixo. Mas não adiantou. Até os professores reclamaram que esse tipo de representação poderia confundir os alunos!

Gostaria que mais pessoas comentassem esse tópico! Alguém já passou por experiências semelhantes? Acha que novos mapas podem mudar o valor ideológico que transmitem?

Abraços,
Roberto.
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Troca de experiências / Mapas e proporções geográficas
« Última Mensagem: por Luiz Claudio Pereira da Silva Online 22 de Março de 2017, 11:31 »
Seguindo a recomendação do José Roberto coloco o post aqui para que receba as devidas contribuições dos demais colegas.

Recentemente duas publicações do G1 sobre o assunto de mapas e proporções geográficas ganharam destaque e compartilho os links abaixo:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/11/o-criativo-mapa-que-mostra-o-mundo-como-realmente-e.html
http://g1.globo.com/educacao/noticia/escolas-publicas-de-boston-adotam-mapa-que-corrige-500-anos-de-distorcao.ghtml

Como argumento nos posts do whatsapp, não é apenas o caso de ordem técnica sobre proporções físicas e projeções, que seria a leitura imediata, que estes mapas proporcionam, mas o impacto ideológico que podem causar. Ainda que conscientemente possamos comparar valores territoriais para dizer quem é maior ou menor, o resultado que uma leitura visual proporciona vai além da questão numérica, e isso pode ser utilizado de modo ideológico. Como é o caso da imagem que também postei sobre a representação da visão medieval sobre a figura humana e seu entorno, fortemente ligada à uma ideologia religiosa. Vejam o exemplo no link:

http://s3images.coroflot.com/user_files/individual_files/original_404808_tiwZUCugKNS1c1M5JSdffIbXu.jpg

Todos sabiam, e ainda sabem, que as proporções estavam erradas, mas ainda assim a mensagem ideológica era passada.

Mas hoje temos outros desafios. Acredito que muitos de vocês não estavam presentes em uma reunião da ABP ocorrida em Florianópolis, por volta de 2002, se não me engano. Uma das discussões na época era uma revisão que estava ocorrendo nos livros didáticos, incluindo o conteúdo de astronomia. Todos rimos do comentário de um colega que estava participando do processo quando disse que em vez de utilizar a tradicional imagem do menininho lourinho, com os braços estendidos, olhando para o Norte para localizar o Oeste a sua esquerda e o Leste a sua direita, foi utilizado um menino moreno, olhando para o Sul, com os braços estendidos apontando para sua direita o Oeste e o esquerdo para o Leste. Como resultado dessa mudança de representação, a editora recebeu várias cartas dos professores protestando que o menino estava olhando para o lado errado, e reclamando até da cor do menino.

Portanto, não podemos subestimar o valor ideológico e cultural que uma imagem pode, consciente ou inconscientemente, suscitar.
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Pessoal, quero aproveitar para agradecer a participação de todos a este tópico. Sei que não é um tema fácil, mas acho que é aqui o local para discuti-lo. Paulo Henrique, concordo contigo quando afirma que é função do educador, mas não deveria se limitar à ele – a família deveria ser a protagonista, apresentar os temas transversais e deixar que o indivíduo elabore seu caminho e seu entendimento. E é exatamente assim que tento agir.
Em cursos e em contatos de maior duração os temas podem ser melhor expostos e debatidos, claro. Ano passado, por exemplo, atuamos em um curso de extensão com a UFABC para professores do fundamental e médio do município. Um dos temas desenvolvidos foi exobiologia, e neste tópico algo próximo de 15% dos inscritos vieram ao local, não assinaram a lista de presença, participaram do questionário elaborado para aquele tema mas não assistiram à aula. Tive a curiosidade de ler as respostas destas pessoas e fiz uma rápida comparação com as demais. Do total, apenas um era homem, e apenas uma das professoras era de física. A grande maioria era pedagoga e o restante matemática e biologia. Mas estranhamente, todos eles estabeleceram maior relação ente exobiologia e os temas de ciência apresentados na escola que os outros. Os que permaneceram foram bastante participativos e o assunto foi o que gerou maior debate.

Mas voltando ao tema, atividades de longo contato não fazem parte do cotidiano. Aqui no Sabina – Parque Escola do Conhecimento, espaço que abriga o planetário, como em qualquer outro local deste tipo, o feijão com arroz é o atendimento de escolas e grupos durante a semana e grande público aos finais de semana. É deste tipo de atendimento que menciono. Era hábito, quando eu atuava em Vitória, abrir espaço para o debate sobre o tema da sessão ou qualquer outro ligado a astronomia ao final do atendimento. Tive várias experiências maravilhosas nestes momentos, as crianças são super curiosas. Aqui é diferente mas o público é o mesmo. Embora não participasse do agendamento ou das decisões pedagógicas, sei que muitas vezes a visita era modificada ou assuntos eram evitados por conta do interesse ou visão religiosa do grupo escolar que nos visitava. Acho isso errado! Somos um espaço de Ensino e Divulgação em ciências. Defendo que não dá, ou não é “honesto”, parcializar a Informação e a Educação científica. Apesar de ser ateu, defendo o direito de culto e crença à todos. De forma alguma eu acho a religião desnecessária, ou como alguns afirmam um mal necessário. Ela é parte integrante do que nos define humanos. Só não a vejo como obrigatória. Porém, defendo igualmente o direito à Informação e Educação (incluindo científica) sem restrições. É nossa função social, enquanto espaços financiados de uma forma ou outra, para isso! Ou não?
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Esta questão se aproxima da questão
COMO DEVE SER O ENSINO RELIGIOSO NUMA ESCOLA?
A maioria confunde como o ensino de UMA RELIGIÃO – A CRISTÃ, é claro – e, no máximo, deixam os pais decidirem se os filhos participam ou não.

TUDO ERRADO…

O ENSINO RELIGIOSO, A ORIGEM DO UNIVERSO, A ORIGEM DA VIDA, A SEXUALIDADE, etc.. são QUESTÕES TRANSVERSAIS, ou seja, QUESTÕES CONFLITANTES.
E A CIÊNCIA ESTÁ REPLETA DELAS!
CLONES? ANIMAIS GENETICAMENTE MODIFICADOS?

Até quando vamos “EVITAR” discutir isto como EDUCADORES com os EDUCANDOS?

O PAPEL DA ESCOLA E DO EDUCADOR É APRESENTAR O LEQUE DE OPINIÕES E SEUS FUNDAMENTOS com a intenção de que o educando possa ele mesmo decidir e construir sua opinião o mais fundamentada possível.

Uma vez fiz um CURSO para PROFESSORES, onde apresentei DIVERSAS MITOLOGIAS sobre a ORIGEM DO UNIVERSO, investigando suas origens, e como elas mesclavam OBSERVAÇÕES DA NATUREZA com VALORES E IDEOLOGIAS culturais locais das diversas civilizações.
Tive 2 professoras evangélicas que saíram no meio da primeira aula.
Com os 30 que ficaram tivemos ótimas discussões sobre CIÊNCIA, MITOS E CULTURAS.

A minha única preocupação com relação à sua questão no contexto de uma sessão de planetário. É o tempo.
Na situação acima que comentei era um CURSO com carga horária bem maior e muito tempo para discussões e debates. Numa sessão de planetário, sem este tempo para discussão, pode ser uma dificuldade abordar estas questões sem o tempo necessário para uma discussão de qualidade.

Para dar outro exemplo em ensino de ciências, uma aluna de quinto ano perguntou dentro de um projeto sobre Sexualidade que desenvolvemos em uma escola para este ano escolar, “O QUE ACONTECE QUANDO ENGOLIMOS ESPERMA?”
A professora que trabalhava comigo no projeto queria se jogar pela janela… rsrsrs…
Mas após respirar fundo pela pergunta inesperada, tivemos uma ótima discussão enfocando aspectos biológicos, aspectos de saúde, aspectos sociais e também aspectos morais. E o que sempre nos guiou no projeto é que não cabe à escola dizer é certo, é errado… Cabe apresentar os aspectos científicos envolvidos e o leque de opiniões, posicionamentos e posturas na sociedade perante o sexo oral. E deixando claro que ela deveria levar tudo isto em consideração ao tomar uma posição à respeito.
Mas novamente, não era uma ação isolada de um educador, era uma proposta de trabalho de uma equipe de professores que estava desenvolvendo o projeto na escola e se preparando para lidar com o tema.

E voltando ao tema, normalmente eu abordo esta questão dentro de um projeto MITOS DA CRIAÇÃO HUMANA E DO UNIVERSO, mostrando várias concepções de diferentes civilizações. Na maioria das vezes, tive bons resultados, mas como comentei acima, algumas pessoas podem se recusar a participar destas discussões.

Outra situação que vivenciei no MUSEU DA VIDA, FIOCRUZ, foi sobre uma exposição CORPO NA ARTE AFRICANA, tivemos até professores que se recusaram a visitar a exposição com seus alunos pois consideram que toda cultura de origem africana é “demoníaca” (infelizmente esta visão cresce em algumas facções religiosas atuais)…

É complicado, e não está ficando mais fácil… nestas eras…
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Respeito sempre! E ambivalente. Não sei se leram o post anterior, mas no caso a falta de respeito partiu do responsável pela visita. Mas, concordando com o Naelton, e se entendi bem com o Leandro, acho que minha responsabilidade ética é lembrar ao visitante que ele está em um espaço onde a informação oficial que deve ser fornecida é a científica, e que isso de nada invalida suas discordâncias. De forma alguma empreender qualquer embate, mas minha responsabilidade ética com ele, e com qualquer outra pessoa que visite o espaço é passar a informação de forma completa e sem filtros, além da educação e respeito. Mas ser educado e respeitoso, a meu ver, não pode significar omitir ou maquiar a informação.
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